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01/12/2011
Copom baixa Selic, centrais sindicais criticam redução tímida dos juros

Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) promoveu, nesta quarta-feira (30), a terceira redução consecutiva de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que baixou de 11,5% para 11% ao ano. A decisão foi criticada pelas centrais sindicais, que divulgaram nota conjunta tachando a medida de "tímida".
Com isso, a taxa que remunera os títulos públicos depositados no Serviço Especial de Liquidação e Custódia, termina o ano ainda acima, embora mais próxima, dos 10,75% do final de 2010.

De acordo com nota divulgada há pouco, o Copom justifica que "dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, decidiu por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11% ao ano, sem viés".
Ou seja, não há possibilidade de revisão da taxa. Numa linguagem destinada ao mercado financeiro, o órgão afirma: "O Copom entende que, ao mitigar tempestivamente os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012."

Política equivocada
No começo deste ano, o colegiado de diretores do BC optou pelo aperto monetário, sob pressão do sistema financeiro e a pretexto de combater o aumento da inflação. Com isso, elevou a Selic por cinco reuniões seguidas até atingir o pico de 12,5%, no dia 20 de julho.

O aumento acumulado do período foi de 1,75 ponto percentual e teve papel determinante, ao lado do ajuste fiscal de R$ 50 bilhões, na forte desaceleração das atividades produtivas. A política já era equivocada à época, uma vez que os sinais de agravamento da crise da dívida nos EUA e Europa se multiplicavam.

A partir do segundo semestre, diante do notório agravamento da crise da dívida na Europa, o comitê mudou de orientação e, mesmo contrariando os porta-vozes do mercado financeiro, passou a apostar na redução da taxa, ao ritmo 0,5 ponto percentual a cada reunião realizada a partir do final de agosto, ritmo considerado tímido por representantes de trabalhadores e empresários do setor produtivo.

Doses homeopáticas
Dosagem igual foi repetida ao fim da reunião de 18 e 19 de outubro, com unanimidade do colegiado, pois o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a inflação, já dava sinais de declínio. O IPCA acumulado em 12 meses, findos em setembro, somava 7,31%. O índice acumulado até outubro caiu para 6,97%, mais próximo do teto da meta anual de inflação, que é 6,5%.

Depois da redução acumulada de 1,5 ponto percentual, promovida nas duas últimas reuniões, a maioria dos analistas financeiros consultados pelo BC acredita na possibilidade de pelo menos mais duas reduções na taxa Selic, no início de 2012, como reflexo dos últimos pronunciamentos do presidente do BC, Alexandre Tombini, nos quais ele tem acenado com a possibilidade de "ajustes moderados".

Apesar dos cortes, o Brasil continua na incômoda posição de campeão mundial dos juros altos, para felicidade de credores especuladores e infelicidade da nação, já que o pagamento dos juros consome mais de 5% do PIB e restringe consideravelmente as possibilidades de crescimento do país, bem como os investimentos em saúde, educação e infraestrutura, entre outros. (Fonte: Portal Vermelho, com agências)
Leia abaixo a íntegra da nota oficial das centrais sindicais (CTB, Força Sindical, UGT, CGTB e Nova Central Sindical. A CUT não assina):

Queda tímida

As centrais sindicais - Força Sindical, CGTB, CTB, Nova Central Sindical e UGT - lamentam e consideram extremamente tímida a queda de apenas 0,5% na Taxa Básica de Juros. Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitar-se do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país.
Vale destacar que o mercado de trabalho tem diminuído o ímpeto de geração de empregos, ao mesmo tempo em que a indústria tem piorado seu desempenho nos últimos meses.
Enquanto a Europa e os EUA patinam na crise econômica, o Brasil tem a possibilidade e a oportunidade de manter e dinamizar a atividade econômica interna, e de gerar mais emprego e renda, se apostar firmemente no nosso mercado interno por meio da redução da taxa de juros (Selic) e da adoção de políticas orientadas a ampliar a oferta de crédito aos consumidores e às empresas.
A redução dos juros é também importante para conter a valorização do real, que tanto afeta as exportações e a produção industrial brasileira, e para melhorar a situação fiscal do país visto que, a cada corte de 1% na taxa Selic, o governo economiza R$ 17 bilhões com o pagamento de juros da dívida pública, dinheiro que falta na melhoria da infraestrutura econômica e social do Brasil, na educação e na saúde públicas.
Na luta pela redução da taxa de juros, os trabalhadores estão unidos a todos os brasileiros que querem ver o país livre do rentismo e da especulação financeira desenfreada, que têm drenado imensas quantidades de recursos vitais ao pleno desenvolvimento nacional.
Paulo Pereira da Silva (Paulinho) - presidente da Força Sindical
Ricardo Patah - presidente da UGT
Wagner Gomes - presidente da CTB
José Calixto - presidente da NCST
Ubiraci Dantas - presidente da CGTB







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