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30/10/2009
Quase 30 mil saíram da pobreza e hoje classe média é maioria no Brasil

Em entrevista para o programa Bom Dia Ministro, transmitido ao vivo via satélite para emissoras de rádio de todo o Brasil, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff analisou, na manhã de quinta-feira (29), o andamento das obras do PAC, que já totaliza mais de 33% de ações concluídas e 58% em ritmo adequado de andamento.

Ela também abordou o conjunto de medidas do Governo Federal para a Copa de 2014, o Pré-sal e a crise econômica mundial.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Desigualdades
As desigualdades no País estão sendo reduzidas de forma muito significativa. Consideramos que uma nova classe média surgiu no governo Lula, vinda daquelas pessoas que estavam em uma situação de pobreza.

Então, quase 30 milhões de pessoas saíram de uma situação de pobreza e chegaram à condição atual, com a classe média sendo a grande majoritária no Brasil. Para a gente lembrar, em 2003, algo como 49,4% do Brasil era de classe média. Hoje, temos uma situação completamente diferente: quase 53% é classe média. Isso significa que o País está numa nova situação.

Ele criou um mercado interno poderoso, responsável por termos sido o país que por último entrou na crise e estamos sendo os primeiros a sair dela. O mercado interno funcionou como uma espécie de âncora. Garantindo que não se tivesse uma queda no emprego como os Estado Unidos e Europa. O número de empregos está aumentando. Vamos criar algo como um milhão de novos empregos em 2009.

Pré-sal
A Petrobras manteve o investimento de R$174 bilhões nos próximos cinco anos. E o Pré-sal está dentro disso. Ele é, sem sombra de dúvidas, uma enorme riqueza que temos a sete mil metros no fundo do mar, a 300 quilômetros da nossa costa.

Mas a Petrobras e o Pré-sal podem criar outra riqueza muito grande, que é a do nosso próprio trabalho, da nossa indústria. Em vez de comprar uma plataforma de US$2 bilhões na Coréia ou em Singapura, produzí-la aqui significa criar empregos, dar oportunidade às empresas de produzir, gerar riqueza no Brasil.

Em vez de só ser petróleo, que você tira do fundo do mar, na verdade você está tirando empregos, tirando novas linhas de produção, como foi o caso dos estaleiros, que estavam todos mortos. Seremos, sem sombra de dúvida, um dos grandes fornecedores nessa área e se tornar referência internacional nesse segmento.

Copa 2014
Tivemos reuniões com todos os estados e cidades que serão sedes de jogos da Copa do Mundo. Fizemos um levantamento de três áreas.

Primeiro, estádios de futebol; segundo, todo o problema do transporte urbano nessas cidades, levando as pessoas do aeroporto, porto, ou estação ferroviária, para o estádio e para os hotéis.

Em terceiro lugar, a respeito da situação da infraestrutura aeroportuária e portuária. E ao mesmo tempo analisamos os projetos que as cidades apresentaram.

Já fizemos uma seleção prévia e agora vamos fazer a segunda rodada, com os estados e municípios. Uma série de projetos, totalizando em torno de R$ 5 bilhões, serão financiados. Estamos fazendo uma avaliação de todas as obras propostas pelas cidades da Copa.

Em princípio, o que estamos definindo é que as obras principais não serão de metrô, porque o governo federal não tem condições de financiar tudo. Para a mobilidade urbana estamos privilegiando obras específicas para melhoria do traçado urbano das cidades.

Quero destacar que não estamos colocando dinheiro só no PAC mobilidade, mas também financiando os estádios. O Conselho Monetário Nacional liberou quase R$5 bilhões para o financiamento de estádios da Copa, com juros bastante adequados e com teto de R$ 400 milhões para cada.

Além disso, vamos ter que fazer um investimento pesado nos aeroportos.

Obras
Não podemos parar de construir usinas hidrelétricas, térmicas e eólicas, enfim, todas as fontes, de preferência renováveis, para garantir que o Brasil não tenha apagão. As usinas de Santo Antônio e Jirau, que são grandes usinas hidrelétricas, vão produzir, juntas, mais de seis mil megawatts.

E uma linha de transmissão, de Porto Velho a Araraquara em São Paulo vai carregar e distribuir essa energia pelo sistema interligado brasileiro. No que se refere às obras de saneamento, é importante analisar como as coisas mudaram no Brasil.

Em 2002, o Brasil investiu R$ 264 milhões em saneamento - água e esgoto tratado. Hoje, no estado de Goiás, por exemplo, estamos colocando R$ 900 milhões. E, na capital, em Goiânia, R$324,9 milhões. Simplesmente é quase um terço a mais do que se aplicava no Brasil em 2002.

Favelas do Rio
Transformar favela em bairro é mais que um desafio, é uma obrigação do governo. Eu acho que tanto o governo federal como o do estado do Rio e a prefeitura do Rio, com quem temos ótima parceria, estão na rota certa.

A construção do teleférico no Complexo do Alemão já está transformando a comunidade. Lá teremos também uma unidade policial, centros educacionais e de treinamento de mão-de-obra. Quando se cria condições de infraestrutura urbana e de serviços para a população, ou seja, quando o Estado se faz presente, reduz-se o crime organizado.

O Governo do presidente Lula tem esse compromisso. Estamos investindo no Complexo do Alemão, no Pavão Pavãozinho, na Rocinha e em Manguinhos. Mas eu acredito que isso não basta. Vamos ter que fazer mais ainda.

Crise econômica internacional
Eu avalio de uma maneira muito otimista. E acho que não sou só eu não. Pelo menos as grandes revistas e jornais internacionais, como o The Economist, o Financial Times, o Le Monde, todos eles reconhecem que o Brasil é um país diferenciado.

E eu acho que conseguimos isso pela política que o presidente Lula encaminhou para o País. Tivemos um sucesso extraordinário.

Primeiro, nas medidas anticíclicas que tomamos. No passado, quando havia uma crise internacional lá fora o Brasil quebrava e recorria ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que impunha uma lista de condições.

Primeiro, parar de investir. Tudo que não fizemos foi parar de investir. Primeiro porque não dependemos do FMI mais. Acabamos com essa dependência que era nefasta, porque só ampliava a crise.

Eles receitavam isso para nós, mas deste remédio eles definitivamente não tomavam. Então, passamos a investir. Definimos que a Petrobras manteria seus investimentos.

Passamos 100 bilhões para o BNDES, fizemos um programa habitacional de magnitude, que é o "Minha Casa, Minha Vida", com o objetivo de construir um milhão de moradias, e colocamos nossos bancos públicos - Banco do Brasil e Caixa Econômica - para garantir o crédito para as empresas.

No meio da crise reduzimos juros. Hoje o Brasil pode dizer que estávamos certos: fomos os últimos a entrar e somos os primeiros a sair da crise. No ano que vem, vamos fechar esse último trimestre com uma taxa projetada de crescimento de quase 6%. O Brasil acelerou outra vez. (Fonte: Em Questão)







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