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29/10/2014 - Antônio Augusto de Queiroz
O recado das urnas

Dilma foi reeleita para aprofundar a meritocracia, prevenir a corrupção e punir desvios e irregularidades, além de ampliar conquistas sociais, assegurar crescimento econômico, preservar ou elevar o padrão de consumo e, principalmente, melhorar a qualidade dos serviços públicos, uma exigência da nova “classe média”.
 
Antônio Augusto de Queiroz*
 
As eleições presidenciais de 2014, cujo eixo central foi a ética na gestão e a qualidade nos serviços públicos, se deram num ambiente de continuidade, porém com exigência de mudanças de método e de prioridades, semelhante ao recado dado na reeleição do presidente Lula.
 
Assim, Dilma foi reeleita para aprofundar a meritocracia, prevenir a corrupção e punir desvios e irregularidades, além de ampliar conquistas sociais, assegurar crescimento econômico, preservar ou elevar o padrão de consumo e, principalmente, melhorar a qualidade dos serviços públicos, uma exigência da nova “classe média”.
 
Quando foi eleita em 2010, também numa eleição que dividiu o Brasil, a presidente utilizou uma estratégia de pacificar o País que deu certo.
 
Ela buscou acalmar a classe média e a imprensa, os dois principais críticos de seu antecessor na Presidência da República.
 
Para a primeira fez um discurso em que prometia eficiência gerencial, meritocracia na gestão, intolerância com incompetência e corrupção.
 
Para a segunda sinalizou prometendo liberdade de expressão, condenou ditaduras, como a do Irã, com as quais seu antecessor mantinha relações próximas, foi enfática na defesa dos direitos humanos, enfim, ganhou a simpatia e o apoio dos veículos de comunicação, pelo menos nos dois primeiros anos de seu governo.
 
Neste novo mandato, em que novamente tem a oposição da classe média, da imprensa e agora do setor empresarial, liderado pelo mercado financeiro privado, obter o apoio desses segmentos não será uma tarefa fácil.
 
Some-se a isto o fato de que em sua nova gestão, a presidente terá que fazer um ajuste fiscal, com corte de gastos públicos e aumento de tarifas, o que terá reflexos sobre o bolso dos brasileiros, particularmente os servidores públicos, que poderão ficar privados de reajustes nos próximos dois anos.
 
Para cumprir seus objetivos e pacificar o País, entretanto, a presidente Dilma terá que mudar seu estilo e método de governar. Se não fizer um gesto aos agentes econômicos, políticos e sociais, abrindo diálogo com as forças que lhe fizeram oposição, não conseguirá o retorno dos investimentos, a manutenção da geração de emprego e renda, nem terá condições para controlar a inflação e as contas públicas.
 
(*) Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap






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